Leishmaniose


É uma doença causada por um parasita, e disseminada pela picada de certos tipos de insectos. O parasita localiza-se sobretudo na medula óssea, nos gânglios linfáticos, no baço, no fígado e na pele.

O cão é o proncipal hospedeiro, contudo os outros animais como gatos e roedores também podem ser infectados.

Os mosquitos portadores do parasita habitam sobretudo refúgios de animais, habitações, caixotes do lixo, jardins e matas e alimentam-se preferencialmente ao final do dia.

Os cães que vivem sempre no exterior ou na maior parte do tempo fora de casa, os cães de raça exótica, os cães de pêlo curto e os animais com idade igual ou superior a 2 anos, correm um maior risco de serem infectados.

Os sinais clínicos mais frequentes são: aumento dos gânglios linfáticos, crescimento exagerado das unhas, perda de pêlo (em particular ao redor dos olhos, nariz, boca e orelhas), úlceras e descamação da pele, emagrecimento, atrofia muscular, sangramento nasal, anemia, alterações dos rins, fígado e articulações.

Caso tenha alguma desconfiança, não deixe de consultar o veterinário de sua confiança para que sejam feitas análises clínicas para confirmação do diagnóstico.

Assim que começa o calor o mosquito fica mais activo, pelo que de Maio a Novembro é considerada época crítica, estando nos demais meses em estado de larva.

Em Portugal continental, as regiões consideradas de maior risco são: Trás-os-Montes e alto Dour, Generalidade das Beiras, Ribatejo, Lisboa, Peninsula de Setúbal e Algarve.

Como prevenir?

Para além da manutenção de um bom estado de saúde do seu cão, pode prevenir esta doença, aplicando regularmente no seu animal insecticidas com efeito repelente sob a forma de coleiras, de pulverizações ou spot-on, de modo a impedir a picada do insecto.

Anualmente deve ser realizado o despiste da infecção de modo a deter precocemente o parasita, sobretudo se o cão viver numa região endémica.

Já existe uma vacina (sobre a qual poderá conversar com o seu veterinário) para esta doença e cujo reforço é anual. Alternativamente, poderá ser administrado xarope nos meses de Julho e Outubro, e durante 30 dias.

Caso o seu cão tenha sido diagnosticado com Leishmoniose, continua a ser muito importante prevenir as picadas do insecto flebótomo. A Leishmoniose é uma doença crónica, como tal o tratamento não é eficaz a 100%, apenas de cosegue a remissão dos sinais clínicos, ficando o animal portador do parasita, consequentemente, pode vir a ter recídas passados meses ou anos, pelo que o tratamento terá maior sucesso, quanto mais cedo dor o diagnóstico.

Pelo que a prevenção é a chave do sucesso.


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