Orelhas sempre limpinhas


Quem é que não gosta de chegar a casa e ser recebido pelo seu peludo? :)

 Esta recepção normalmente eufórica (um pouco menos eufórica no caso dos gatos), só acontece devido à audição muitíssimo apurada dos nossos bichanos.

A ligação entre os cinco sentidos, permite que qualquer ser vivo interaja com o meio ambiente no qual está inserido, trazendo-lhe a sensação de segurança e a capacidade de gestão das diferentes ameaças, transformando-os em animais mais tranquilos e dóceis.

 Face ao exposto, os tutores detêm uma enorme responsabilidade, no que respeita à limpeza das orelhas dos fofinhos.

 Esta limpeza deve ser feita de uma forma periódica, semanalmente por exemplo. No decorrer da mesma devemos observar bem o seu interior, e caso seja detetado algum sinal de vermelhidão, feridas, mau cheiro, crostas enegrecidas ou amareladas, devemos recorrer ao veterinário, para que os observe.

 As orelhas possuem só por si um sistema de auto-limpeza chamado de migração epitelial, tornando-se assim dispensável a realização de limpezas mais amiúde, em animais saudáveis.

 É normal, sempre que examinamos a orelha, encontrar algumas baterias, fungos e até pequenos ácaros, desde que em quantidades controladas. O cuidado deve ser redobrado caso seja detetada a existência de alguma sujidade, humidade, calor anormal. Estas alterações, podem criar o ambiente propicio ao desenvolvimento anormal e oportunista de organismos, que possam originar o aparecimento de infecções (otites).

 Como em tudo na vida, o excesso também faz mal, ou seja o excesso de limpeza também pode originar sequelas nos nossos patudos. A cera é um componente muito importante na proteção das membranas auditivas, como por exemplo do tímpano. Quando se retira profundamente essa camada de proteção, com o auxilio dos cotonetes, deixamos o ouvido interno vulnerável, e por vezes com pequenos resíduos, potenciando assim o aparecimento de infecções.

 Ficam então as dicas: devemos dar preferencia à utilização de gazes, quando realizamos a limpeza das orelhas em detrimento dos cotonetes; A utilização de antibióticos e antifúngicos só deve ser feita quando orientados pelo veterinário, afim de evitarmos o desenvolvimento de resistência microbiana, tornando infrutíferos tratamentos futuros.

 Mas como higienizar a orelhinha?

 1) Sem realizar movimentos bruscos, para não assustar o seu amigão e evitar acidentes, e com o pet deitado no colo, aplique a solução de limpeza diretamente no interior do orifício do conduto auditivo;

A quantidade deve ser suficiente para que o canal auditivo fique totalmente preenchido;

 2) Se o pet não colaborar e ficar muito agitado, aplique o produto numa gaze, enrole num dedo e tente aplicar dessa forma. Em seguida, independentemente da forma aplicada da solução, massageie a orelha fazendo movimentos circulares e extremamente delicados na base do ouvido durante um minuto.

 3) Na sequencia o animal vai instintivamente sacudir a cabeça. Observe se o produto foi retirado por completo e finalize tirando o excesso com o auxilio de uma gaze, no sentido de dentro do conduto auditivo para fora. É muitíssimo importante garantir que não ficam resíduos do produto no interior, que possam de alguma forma contribuir para o aumento da humidade no interior da orelha, estando desta forma a prevenir o aparecimento de otites.

 Uma otite mal curada, pode em situações limite, conduzir à perda de audição do nosso patudo. Pelo que termos uma atitude consciente e responsável para com este tema e sua prevenção, pode fazer toda a diferença no sentido de os proteger e de assim podermos ter o prazer de os ter por perto, saudáveis e felizes, por muito mais tempo.

Bjinho e até breve.

 

 

 

 

 

 

 


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